Conheça Atchoum, o gato mais peludo da internet

Por SÍLVIA HAIDAR
À primeira vista, ele pode ser confundido com um cão da raça shih tzu. Mas é só vê-lo ronronar e brincar em um dos vídeos publicados em seu perfil no Instagram, que tem mais de 44 mil seguidores, para perceber que Atchoum é, na verdade, um gato. 
Esse persa que vive em Quebec, no Canadá, sofre de hipertricose, uma doença conhecida como síndrome do lobisomen, que faz crescer pelos em excesso e também acomete humanos.
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Atchoum, em francês, é “atchim”, a onomatopeia usada para o som do espirro. “Ele tem esse nome porque se parece comigo quando espirro”, diz sua dona, Nathalie Côté. Para quem tem os cabelos compridos, é fácil imaginar os fios voando no rosto.
 
Para a sorte de Atchoum, Côté é tosadora de animais em uma clínica veterinária. Ela conta que o gatinho, ainda filhote, foi doado à clínica. Em um fim de semana, para não deixá-lo sozinho, ela o levou para casa. Foi o suficiente para se apaixonar por ele. Côté pediu para adotá-lo e o veterinário deixou.
 
Pouco depois de adotar Atchoum, Côté percebeu que havia algo de errado com o gatinho, já que os pelos do focinho dele cresciam muito rápido e continuamente. Foi então que o veterinário da clínica onde trabalha diagnosticou a hipertricose.
 
“Atchoum é tosado seis vezes ao dia. Às vezes, [percebo que] seu pelo cresce durante a noite”, conta Côté. Como sua pelagem é muito longa e espessa, ele tem dificuldade para se lamber como um gato normal. “Se eu deixar de escová-lo um só dia, seu pelo fica cheio de nós”, diz a dona.
 
Além de provocar o crescimento excessivo do pelo, a doença faz com que as garras também cresçam muito rapidamente e de forma distorcida. Como suas unhas eram perigosas para o próprio gatinho, que poderia se machucar e sofrer infecções, ele precisou passar por um processo cirúrgico para removê-las definitivamente.
 
Esse procedimento não é indicado para gatos normais. Apenas em casos muito específicos, como o de Atchoum, o veterinário recomenda a remoção das unhas. “Embora essa cirurgia deva ser evitada, no caso de Atchoum era necessária para sua própria segurança”, afirma Côté.
 
Com todos esses cuidados, Atchoum é um gatinho feliz e não precisa tomar nenhum medicamento – basta ser acompanhado pelo veterinário. Por ser um “menino mimado”, como diz Côté, ele prefere o colo da dona a brincar com os outros três gatos da casa.

 

Aliás, foi por causa da atenção especial dada pela dona que Atchoum ficou famoso na internet. Côté postava tantas fotos do bichano em sua página do Facebook que suas filhas adolescentes sugeriram que ela parasse antes de virar motivo de gozação. Foi assim que Côté decidiu criar uma página só para ele na rede social. Suas filhas riram e apostaram que o número de curtidas não fosse chegar a cem.

 
Engano delas. Hoje, com apenas um ano de idade, Atchoum é uma celebridade felina que tem mais de 38 mil fãs no Facebook, além dos seguidores de sua página no Instagram.