Refugiado sírio que levou gato para Europa consegue se reunir com bichano três meses depois

Por SÍLVIA HAIDAR

Em setembro, a foto de um refugiado sírio que chegou à ilha de Lesbos, na Grécia, carregando um gato nos braços, tornou-se viral na internet.

Moner Al Kadri e sua mulher, Nadia, fugiram da Síria mas não quiseram deixar Zaytouna, a gatinha de estimação deles, para trás. Eles atravessaram a Europa com a bichana nos braços até chegarem a um campo de refugiados em Suhl, Alemanha.

 

Moner Al Kadri reencontra a gata Zaytouna na cidade onde está morando, na Alemanha (Nadia Al Kadri/Arquivo Pessoal)
Para comemorar o reencontro com Zaytouna, Moner Al Kadri posa para foto segurando a gata com a mesma camiseta e o mesmo pano que usava quando chegou à Europa (Nadia Al Kadri/Arquivo Pessoal)

 

Porém, em Suhl, autoridades alemãs tiraram Zaytouna do casal, pois a gata precisava ficar em quarentena. Sem saber falar alemão, Moner e Nadia não conseguiram mais achar a gatinha.

“Nós não ter filhos ainda”, disse Al Kadri ao BuzzFeed em outubro. “Nós só temos Zaytouna. Precisamos recuperá-la.”

O casal deixou o campo de refugiados e, com a ajuda de amigos alemães e austríacos, conseguiu se mudar para um apartamento em uma cidade próxima.

Após meses sem obter nenhuma informação sobre a gatinha, eis que algo incrível aconteceu com Moner e Nadia há duas semanas: uma veterinária de um abrigo patrocinado pelo governo foi até a casa deles entregar Zaytouna.

“Ela me disse que, na maioria dos casos, quando as pessoas trazem seus bichos de estimação da Síria, eles simplesmente matam o animal”, disse Moner. “Eu não sei por que isso não aconteceu com Zaytouna, mas ela está saudável e com a gente, e eu não me senti tão feliz assim há muito tempo”, afirmou o refugiado.

 

Al Kadri ao chegar em Lesbos, na Grécia, com a gata Zaytouna no colo (Reprodução/Twitter/@iambagpuss)
Al Kadri ao chegar em Lesbos, na Grécia, com a gata Zaytouna no colo (Reprodução/Twitter/@iambagpuss)