Saiba mais sobre FIV e Felv, vírus que mais afetam os gatos

Por SÍLVIA HAIDAR

O FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e o Felv (Vírus da Leucemia Felina) são vírus que afetam os gatos, levam à deficiência do sistema imunológico e deixam os bichanos suscetíveis a diversas doenças secundárias.

Conhecido por desencadear a “AIDS felina”, o FIV é um vírus que pertence à família do HIV, causador da imunodeficiência humana. “A forma mais comum de transmissão é por meio de brigas entre gatos, especialmente por mordidas”, diz Cléber Fontana, veterinário do hospital Pet Care. A contaminação também pode ocorrer em transfusões de sangue, durante o ato sexual, o parto e a amamentação.

A melhor maneira evitar que seu gato seja contaminado pelo FIV ou Felv é evitar o contato com animais infectados (Sarah Ause Kichas/Best Friends Animal Society/AP)
A melhor maneira de prevenir a contaminação pelos vírus é evitar o contato com gatos infectados (Sarah Ause Kichas/AP)

Já o Felv é um vírus do gênero oncornavírus que provoca a “leucemia felina”. A transmissão ocorre entre animais infectados, da mesma forma que acontece com o FIV. O simples contato com a saliva, a lágrima, as secreções nasais, além de fezes e urina, é o suficiente infectar um gatinho saudável.

O contágio só acontece entre gatos, nunca entre felinos e humanos ou outros animais.

Por isso, a melhor maneira de prevenir o FIV e o Felv é evitar o contato entre gatos saudáveis e infectados. “É muito importante que os gatos não tenham acesso à rua”, explica a veterinária Renata Camozzi, do hospital Pet Care.

Como saber se o seu bichano tem um desses vírus? “Gatos que ficam doentes com frequência, apresentam infecções recorrentes, anemia de origem desconhecida ou certos tipos de tumor são passíveis de desconfiança”, afirma Camozzi.

No entanto, os gatos infectados podem passar anos sem apresentar nenhum sintoma. O diagnóstico preciso só pode ser feito por meio do exame de sangue.

Não há cura para a AIDS nem para a leucemia felina. “O tratamento consiste em melhorar as condições gerais do animal, fortalecer o sistema imunológico e tratar as doenças secundárias”, explica a veterinária.