Perfil no Instagram inclui imagens de gatos em fotos de arquitetura brutalista

O concreto aparente da arquitetura brutalista contrasta com a fofura dos gatos no perfil Cats of Brutalism, do Instagram.

A conta é administrada pelas estudantes Emily Battaglia, Madelaine Ong e Michaela Senay, que cursam mestrado em arquitetura, em Nova York.

A ideia surgiu quando elas estudavam a história da biblioteca Earl W. Brydges, em Niagara Falls, cidade do estado de Nova York.

“O estilo do brutalismo é frequentemente mal-interpretado e pouco apreciado na arquitetura do século 20. Queríamos ser capazes de aumentar a consciência sobre esse edifício junto com muitos outros edifícios brutalistas”, diz Madelaine.

Como não poderia deixar de ser, o primeiro post do Cats of Brutalism foi uma foto da biblioteca com uma gatinha branca e amarela.

Para manter a identidade e o estilo do perfil, todas as imagens publicadas são em preto e branco. Por isso, a descrição das cores dos felinos estão nas legendas, assim como outras informações como o nome do arquiteto que projetou a obra e a data da construção.

“Frequentemente, escolhemos os edifícios pesquisando em livros ou em notícias online. À medida que ganhamos mais seguidores em todo o mundo, as pessoas têm entrado em contato indicando prédios brutalistas para serem postados”, explica Madelaine.

Criada em outubro do ano passado, a conta já tem mais de 36 mil seguidores.

Alguns edifícios brasileiros de inspiração brutalista são exibidos na página, como o Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) e o Sesc Pompeia, projetados pela arquiteta Lina Bo Bardi, e o prédio da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), de Vilanova Artigas.

A estudante conta que os gatos mostrados nas fotos geralmente são bichanos que estão para adoção. Nesses casos, elas também marcam o perfil dos abrigos em que eles estão. “Também incluímos aqueles que encontramos por meio do Instagram ou de pessoas que enviam fotos de seus gatos.”

A arquitetura brutalista surgiu na Europa após a Segunda Guerra Mundial, quando os países precisavam reconstruir suas cidades. O estilo é marcado pela ausência de acabamentos e elementos decorativos. No Brasil, o movimento influenciou a chamada Escola Paulista.